Cartografia da Música Brasileira pelo Tambor de Mão desenvolve práticas em percussão

Projeto desenvolvido nas escolas municipais foi um dos contemplados pelo Fundo Municipal de Cultura.

O interesse pela cultura e manifestações populares com referências afro-brasileiras vem crescendo nos estudos musicais em escolas e em diferentes espaços de aprendizagem musical. Com isso, surgiu o projeto Cartografia da Música Brasileira pelo Tambor de Mão, um dos contemplados pelo Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Farroupilha.

A finalidade deste projeto é fomentar e dar maior visibilidade a música popular brasileira de diferentes comunidades em todo o Brasil que utilizam o tambor de mão em suas práticas, que pode ser desconhecida de muitos estudantes do Rio Grande do Sul.

O objetivo principal é desenvolver práticas e estudos em percussão, em escolas da rede municipal de Farroupilha, enfatizando o estudo de manifestações populares brasileiras através da música, história, geografia e processos culturais.

O projeto oferece oficinas gratuitas para estudantes da rede pública municipal de ensino e livros com material pedagógico referente as oficinas. As escolas selecionadas para participar do projeto, juntamente com os ritmos sorteados, foram:

E.M.E.F. João Grendene: Candombe Mineiro – Uma das manifestações musicais mais primitivas de Minas Gerais sobrevive na comunidade do Açude, em meio às montanhas da Serra do Cipó;

E.M.E.F. Santa Cruz: Tambor de Crioula – Diretamente do Maranhão, é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores;

E.M.E.F. Presidente Dutra: Carimbó – É um ritmo musical amazônico e também uma dança de roda de origem indígena, típica da região litorânea do nordeste do estado do Pará, influenciado por negros (percussão) e portugueses (palmas e sopro);

E.M.E.F. Cinquentenário: Batuque de Suça – Tem como matriz os batuques herdados do período da escravização e da exploração do ouro no estado de Goiás. A presença dessa dança no Tocantins marca a influência negra na cultura popular do centro oeste, facilmente designada por sua forte influência caipira;

E.M.E.F. Angelo Chiele: Cabula – É classificada como candomblé de caboclo, uma modalidade derivada da nação angola que incorporou o culto dos antepassados indígenas e é considerada como precursora da Umbanda. Essa vertente desenvolveu-se principalmente no Estado de São Paulo;

E.M.E.F. Nossa Senhora de Caravaggio: Xangô – Religião afro-brasileira, e como é conhecida a prática do Candomblé em Pernambuco, é toda dança dos negros, tanto profanas como religiosas;

E.M.E.F. Nossa Senhora Medianeira: Ijexá – É o ritmo musical presente nos Afoxés, vindo diretamente da Bahia. É um ritmo suave mas de batida e cadência marcadas de grande beleza, no som e na dança;

E.M.E.F. Angelo Venzon Neto: Batuque de Marabaixo – Uma das manifestações de dança mais expressivas do Amapá, tem suas raízes ligadas a cultura africana;

E.M.E.F. Zelinda Pessin: Jongo – Dança de roda de origem africana, tocado no Rio de Janeiro, do tipo batuque ou samba, com acompanhamento de tambores, solista no centro e eventual presença da umbigada, e cujo canto é do tipo estrofe e refrão;

E.M.E.F. Senador Teotônio Vilela: Coco de Zembê – É uma brincadeira dançante que acontece no Rio Grande do Norte, se trata uma dança de canto improvisado ou previamente ensaiado, ritmados por instrumentos denominados “zambê” e “chamá”.

Mais informações no blog https://projetocartografia.wordpress.com/.

 

Texto e fotos: Projeto Cartografia da Música Brasileira pelo Tambor de Mão

Edição: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social

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