Saúde alerta para baixa procura de vacinas

11 de julho de 2018 16:24

Foto: Adroir Fotógrafo/Assessoria de Imprensa

 

O alerta vem à tona após o surto de sarampo no Amazonas e em Roraima, mas que já tem sete casos confirmados no Rio Grande do Sul. A gripe, outra doença que pode ser evitada com vacina, já teve oito mortes confirmadas no estado, sendo a mais recente, em Caxias do Sul.

Essa baixa procura por vacinas acende um alerta nos especialistas: o risco do retorno de doenças já erradicadas no Brasil, como já é o caso do sarampo e o receio pela poliomielite.

O Ministério da Saúde reforça que todos os pais e responsáveis têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina. As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.

Mas a baixa cobertura vacinal não é somente em crianças menores de cinco anos. Todas as vacinas do calendário de adultos também estão abaixo da meta de cobertura ideal. O perfil de cobertura vacinal na maioria dos estados brasileiros está abaixo da meta preconizada, que é de 95%.

Todas as vacinas do calendário, para crianças e adultos, estão disponíveis durante todo a ano em todas as Unidades Básicas de Saúde de Farroupilha.

Sarampo

O surto de sarampo que atinge os estados do Amazonas e de Roraima já tem mais de 500 casos registrados. No Rio Grande do Sul, sete casos de sarampo já foram confiramos este ano, todos considerados importados. Último registro ocorreu em Vacaria, na Serra, de uma mulher de 29 anos. Ainda há um caso suspeito investigado em Porto Alegre.

Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde.

A mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina Tríplice Viral para a população de 12 meses a 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.

O Ministério da Saúde disponibiliza duas doses para os indivíduos entre 12 meses e 29 anos. Para as pessoas com idade entre 30 os 49 anos a dose é única.

Gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune) não devem ser vacinadas. Duas doses valem para a vida inteira. Quem já teve a doença também está protegido.

 

Poliomielite

Erradicada no Brasil desde 1990, a poliomielite volta a preocupar as autoridades do país. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 17 municípios gaúchos não alcançaram 50% da cobertura vacinal contra a paralisia infantil em 2017. No Brasil, o Ministério da Saúde trabalha com o número de 312 cidades com menos da metade das crianças de até um ano imunizada contra a doença no ano passado.

A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos 2, 4 e 6 meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre 4 e 6 anos de idade. A próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite ocorrerá de 6 a 31 de agosto.

A poliomielite não tem tratamento específico. A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra por meio de saliva e fezes, assim como água e alimentos contaminados. No entanto, a doença deve ser prevenida por meio da vacinação. A vacina é aplicada nos postos da rede pública de saúde.

Embora o Brasil esteja livre da paralisia infantil desde 1990 é fundamental a continuidade da vacinação para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite no país. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).

 

Gripe

Mesmo com o aumento dos casos de gripe neste ano em comparação com o ano passado, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe, que encerrou há poucos dias, não atingiu a meta do Ministério da Saúde, que era vacinar, pelo menos, 90% do público-alvo. No total, 86,1% do público-alvo da campanha se vacinou contra a gripe. Crianças e gestantes tiveram a menor cobertura.

O número de mortes por gripe no Rio Grande do Sul chegou a 14, conforme boletim da Secretaria Estadual da Saúde divulgado na segunda-feira (9).

Em Caxias do Sul foi confirmada nesta semana uma morte por gripe, de uma mulher de 48 anos morreu devido ao vírus H1N1. A vítima fazia parte do grupo de risco por ser obesa e não tinha se vacinado. Este último caso não consta no balanço mais recente divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde.

As autoridades ressaltam que a vacina é segura, sendo produzida por vírus mortos e fragmentados, ou seja, não há o risco de causar gripe nas pessoas. Ela protege contra três tipos de gripe – Influenza A (H1N1), A (H3N2) e B. Mesmo quem tomou nos anos anteriores precisa renovar a dose.

 

Texto: Claudia Chiele

Edição: Assessoria de Imprensa e Comunicação Social

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